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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Peregrinos da JMJ pedem refúgio ao Brasil

Mais de 40 peregrinos que participaram da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que ocorreu no fim de julho na capital fluminense, formalizaram nesta semana pedido de refúgio ao governo brasileiro.
Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), a maioria está no Rio de Janeiro e um grupo em São Paulo, todos acolhidos pela Cáritas Arquidiocesana, entidade ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Entre os peregrinos que pediram refúgio, três são mulheres. Há solicitantes do Paquistão, de Serra Leoa e da República Democrática do Congo. Os peregrinos do Paquistão e de Serra Leoa alegam sofrer perseguições religiosas, já os do Congo pediram refúgio devido aos conflitos armados que assolam o país há décadas.
 
Os pedidos serão analisados pelo Comitê Nacional para Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, e o processo pode levar até aproximadamente oito meses. O porta-voz da Acnur, Luiz Fernando Godinho, explicou que enquanto esperam a resposta do Brasil, os solicitantes têm direito a tirar carteira de trabalho e CPF, além de todos os direitos civis garantidos aos brasileiros.
“Eles poderão acessar as políticas públicas universais a todos os brasileiros, saúde, educação. Já é um avanço grande da legislação brasileira que garante essa regularização temporária para os solicitantes de refúgio, assim como o acesso às políticas públicas”, explicou.  
 
Godinho informou que os pedidos de refúgio com base em questões religiosas tornam a análise mais complexa, por terem caráter mais subjetivo. “Quando a pessoa pede refúgio por motivo de conflitos ou por guerra são fatos mais objetivos do que as questões religiosas que têm um caráter subjetivo maior”.
 
Uma das assistentes sociais do projeto de proteção a refugiados da Cáritas do Rio,  Débora Marques Alves, explicou que os congoleses já planejavam pedir o asilo antes de chegarem ao Brasil e aproveitaram o visto emitido para a JMJ para poderem entrar no país. “Já os que vieram do Paquistão e de Serra Leoa, sofriam perseguição e preconceito, ao chegarem ao Brasil perceberam que aqui é um ambiente seguro, onde não precisariam mais ter medo por sua escolha religiosa”, disse a assistente social.
 
Segundo ela, as ações para refugiados, que têm o apoio da Acnur e do governo brasileiro, incluem aulas de português, cursos profissionalizantes e ajuda financeira. Para isso, os solicitantes precisam do protocolo confirmando o pedido de refúgio.
 
“Alguns já estão frequentando as aulas de português, que oferecemos duas vezes por semana”, contou, ao ressaltar que aprender o idioma é um dos primeiros passos para a inclusão na sociedade.  
Segundo a Acnur, cerca de 4.200 refugiados reconhecidos pelo governo federal vivem no país, provenientes de mais de 70 nacionalidades. Em 2013, cerca de 300 novos pedidos foram aceitos pelo Conare – sendo a maioria da Síria, Colômbia e da República Democrática do Congo.
 
Em abril, o Conare informou que o número de estrangeiros em busca de refúgio no Brasil triplicou. O refúgio pode ser solicitado por todo estrangeiro que comprove sofrer perseguição por motivos de raça, religião, opinião pública, nacionalidade ou por pertencer a grupo social específico. E também por pessoas que tenham sido obrigadas a deixar o país de origem devido a grave e generalizada violação de direitos humanos
 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Rede Globo foi alvo de protestos

 
Cerca de 500 manifestantes ligados a vários movimentos sociais participaram, na noite desta quinta-feira, de um protesto pela democratização da mídia em frente à sede da Rede Globo, na zona sul de São Paulo. Durante o ato, um grupo pichou críticas à emissora nos muros, mas não houve confronto com a Força Tática da Polícia Militar, que fazia a segurança ao redor do local.

<a data-cke-saved-href="http://noticias.terra.com.br/brasil/infograficos/greve-geral/" href="http://noticias.terra.com.br/brasil/infograficos/greve-geral/">Greve Geral</a>  Marcada para ocorrer às 17h, a manifestação só começou duas horas e meia depois, quando chegaram parte dos manifestantes que participaram mais cedo do protesto geral convocado pelas centrais sindicais na avenida Paulista. Com faixas e cartazes com críticas à imprensa, o grupo rodeou a emissora e chegou a bloquear a pista local da marginal Pinheiros, no sentido Castello Branco, por cerca de meia hora.
 
Quando o protesto chegou à altura da ponte Octávio Frias de Oliveira, conhecida como ponte estaiada, um grupo colou um adesivo sobre a placa que leva o nome do jornalista, publisher do jornal Folha de S.Paulo (morto em 2007), substituindo-o pelo nome do jornalista Vladimir Herzog, assassinado em 1975 pela ditadura militar.

Ainda na ponte Octávio Frias, uma faixa da Marcha Internacional das Mulheres pedia mais respeito às pessoas do sexo feminino na abordagem na mídia.

Outras intervenções ocorreram no caminho da passeata, que apesar do clima tenso, ocorreu de forma pacífica. Em alguns relógios urbanos instalados pela zona sul, adesivos com a frase "ocupe a mídia" substituíram os anúncios publicitários. 

Desde junho, quando ocorreram os protestos pela redução da tarifa do transporte publico e contra a Copa fãs Confederações, grandes veículos de comunicação foram alvo de protesto, sendo que os jornalistas da Rede Globo chegaram a ser agredidos em algumas ocasiões e a cobrir as manifestações sem a identificação da emissora. Nesta quinta, uma equipe da TV cobriu o protesto, mas não houve registro de violência contra os jornalistas, que também dispensaram identificação em seus microfones
 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

CARNATAL e a GRIPE A

Não aceito essa conversa das autoridades serem responsabilizadas pelas pessoas estarem de vontade própria correndo risco de pegar a GRIPE A no CARNAVAL. Todo mundo sabe dos riscos. Se estão lá é porque preferem correr o risco. Será que essas pessoas são crianças para o governo ter que falar o que elas podem ou não fazer? Esse discurso de que o governo é o responsável está ultrapassado. Eu não estou aqui querendo defender governo a, b, ou c.Estou apenas dizendo que o povo é que se preocupe com sua vida,depois que morre, tchau.