Abc perde mais uma e quem paga o pato como sempre é o treinador

Esta demissão tão pré-anunciada do técnico Narciso dos Santos, já estava
demorando a ponto de me fazer sonhar. Sim, sonhar com o dia em que o treinador
não será demitido por algo de que não é o único culpado. Confesso que cheguei a
pensar que uma nova cultura, um novo pensamento, uma nova forma de ver o
futebol, poderia estar surgindo aqui em Natal; triste ilusão a minha. Pois, a
cultura de se demitir o treinador da equipe quando o time não vai bem,
permanece no futebol e certamente permanecerá ainda por muitos anos. Mais um
treinador se foi, mais uma demissão de técnico, como se ele fosse o único
culpado de uma campanha pífia, como esta que o Abc está fazendo. E assim, se
vai mais um treinador de tantos que entram e saem, nesta gangorra de altos e
baixos do nosso futebol. E agora, quem será a próxima vítima deste esporte que
vê o treinador como o salvador da pátria e que do dia para a noite, se imagina
que ele possa resolver todos os problemas de uma má gestão, de diretores
amadores, os quais não sabem lidar com o futebol. Ou melhor, não tratam o Clube
de Futebol, como tratam suas empresas. Pois se assim o fizessem, garanto que
muitos clubes não estariam afundados em dividas, sejam patrimoniais, sejam
trabalhistas. Pois é, o Futebol é um negócio que gera muito dinheiro
e que emprega muita gente. Acredito que já passou dá hora de o futebol ser
gerido como uma empresa que deve ter por finalidade, não o único e exclusivo
pensamento da vitória e do lucro a qualquer custo, mas também, com o pensamento de
gerar empregos que poderão ajudar muitas famílias a viverem com o mínimo de dignidade.
E principalmente com o pensamento social de dá oportunidades a muitas pessoas
que não conseguem outra forma de sobrevivência, e tem no futebol o seu único
meio para se manter. Este esporte gera e dá emprego a muita gente, mas poderia dar muito mais. E isto digo para uma parcela de muitos jogadores que
terminam sua carreira futebolística e não sabem se quer o que farão a partir
de então. Mais também e principalmente fazer com que este esporte que leva tantas
pessoas aos nossos estádios, e que é tão movido por paixões, muitas delas
desenfreadas, seja um meio onde se possa levar aos menos favorecidos, um pouco
de alegria a este povo tão sofrido, e que, quase sempre não tem o mínimo
necessário para sorrir, para se divertir, ou simplesmente para viver. O futebol pode
e dever ser um dos meios para se dar dignidade ao cidadão. Basta querer!
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